A VIDA LOTERIA
Estava vendo alguns blogs por aê e percebi que o meu não tem nenhuma série, o que, você nunca viu? Pois é, estes malditos blogs com conglomerados de desocupados escrevem séries extensas descorrendo sobre um determinado tema e destrinchando em capítulos.
Bom, eu vou ser sincero, somentes as vezes me sinto a vontade para escrever sobre coisas pessoais porém acho que vou aproveitar para escancarar algumas coisas enquanto estiver divulgando este blog.
Eu vou escrever um pouco sobre o histórico de minha família, de fato, do que eu conheço, sobre o que já ouvi e até a minha geração, chegando na minha agente vê como fica. Mas como sei que este blog não é recorde de leituras acredito que não tenho muito com o que me preocupar.
Colocarei só um dos lados da família pois o outro não tenho conhecimento.
1º Seu Alberto
O que eu sei da história começa por aqui:
Seu Alberto foi meu bisavô, seu pai, cujo não sei o nome lutou na primeira guerra mundial, dizem que ele deixou sua esposa com um cinto de castidade daqueles do tipo instrumento de tortura da idade média e "foi pro pau", quando voltou tinham violado o seu cinto, não pelo motivo que geralmente era violado e sim pelo fato de ele ter deixado a esposa grávida de uma filha que por sinal, quando chegou da guerra a conheceu já com seis anos de idade. Tá, eu sei primeira guerra durou quatro anos mas contando com as viagens, campanhas etc e talz o moço demorou a voltar.
Sendo assim quando a coisa começou a ficar preta, ou melhor nazista na Alemanha, o pai do seu Alberto viu que a coisa ia feder e se enfiou num porão de um navio com sua família para o Brasil, naquela época seu Alberto era apenas um Albertinho, era criança e manjava pouco das coisas.
Aqui temos uma lacuna, não sei que aocnteceu no meio tempo, mas sei que o Seu Alberto casou com a Dona Dolores, aparentemente uma filha de Italianos muito atraente que por sinal ainda está viva.
Viveram felizes para sempre? Não, não viveram, tiveram seis filhos, apenas um deles homem, ao que nos contam o seu Alberto era um cara bastante temperamental, trabalhava nas indústrias Matarazzo numa época em que a avenida paulista ainda estava deixando de ser mato. Os relatos são contraditórios sobre o cara, ma se sobressai as histórias mais escabrosas, de acordo com o que contam as filhas, seu Alberto levava os amigos de trabalho para casa e ao tomar uma breja com os kras ficava enciumado com a presença da mulher, resultado? Porrada da mulher, "que esposa não é pra ficar dando uma de vaganunda na frente dos amigos, o quê? Os filhos tão olhando? Porrada nessa molecada inxerida." Geralmente a maioria das histórias sobre o homem são resumidas assim "ele começava batendo na esposa e terminava nos filhos" ou vice-e-versa. Devido a este ser um pouco distante e eu não te-lo conhecido ineflizmente não sobraram muitas outras histórias. O que restou foi o fato do homem ter morrido de diabetes aos 50 anos devido a falta de cuidados. Talvez por alguma mandingazinha pois pelo jeito ele não era muito querido sabe? O que aconteceu de fato é que depois de sua morte sua esposa a dona Mercedes que devido a tê-lo amado tanto e ter nutrido sentimentos de profunda ternura e empatia fez questão de literalmente botar fogo em tudo que lembrasse o seu casamento e o falecido, ou seja, queimou fotos e documentos que tivessem qualquer resquício do homem, tanto que hoje uma de suas filhas etá fazendo das tripas coração para conseguir dupla cidadania para a Alemanha mas não restam muitos documentos que provem algo. Minha bisa está viva até hoje, quando eu era criança a mesma ainda falava e se locomovia mas agora não mais, vegeta em uma cadeira de rodas, não mexe mais os músculos da face, nem os da perna e nem os esfíncteres. Sua filha jura que ela tece intermináveis comentários sobre os parentes, mas isso já é outra história.
Sim, este é meu bisa, pois é, eu sei que não é bonito, mas é real saca? Nas próximas vocês lerão outras que também não são lá dignas de um filme de Spielberg, mas quem sabe façam jus a um Almodóvar.
Bom, eu vou ser sincero, somentes as vezes me sinto a vontade para escrever sobre coisas pessoais porém acho que vou aproveitar para escancarar algumas coisas enquanto estiver divulgando este blog.
Eu vou escrever um pouco sobre o histórico de minha família, de fato, do que eu conheço, sobre o que já ouvi e até a minha geração, chegando na minha agente vê como fica. Mas como sei que este blog não é recorde de leituras acredito que não tenho muito com o que me preocupar.
Colocarei só um dos lados da família pois o outro não tenho conhecimento.
1º Seu Alberto
O que eu sei da história começa por aqui:
Seu Alberto foi meu bisavô, seu pai, cujo não sei o nome lutou na primeira guerra mundial, dizem que ele deixou sua esposa com um cinto de castidade daqueles do tipo instrumento de tortura da idade média e "foi pro pau", quando voltou tinham violado o seu cinto, não pelo motivo que geralmente era violado e sim pelo fato de ele ter deixado a esposa grávida de uma filha que por sinal, quando chegou da guerra a conheceu já com seis anos de idade. Tá, eu sei primeira guerra durou quatro anos mas contando com as viagens, campanhas etc e talz o moço demorou a voltar.
Sendo assim quando a coisa começou a ficar preta, ou melhor nazista na Alemanha, o pai do seu Alberto viu que a coisa ia feder e se enfiou num porão de um navio com sua família para o Brasil, naquela época seu Alberto era apenas um Albertinho, era criança e manjava pouco das coisas.
Aqui temos uma lacuna, não sei que aocnteceu no meio tempo, mas sei que o Seu Alberto casou com a Dona Dolores, aparentemente uma filha de Italianos muito atraente que por sinal ainda está viva.
Viveram felizes para sempre? Não, não viveram, tiveram seis filhos, apenas um deles homem, ao que nos contam o seu Alberto era um cara bastante temperamental, trabalhava nas indústrias Matarazzo numa época em que a avenida paulista ainda estava deixando de ser mato. Os relatos são contraditórios sobre o cara, ma se sobressai as histórias mais escabrosas, de acordo com o que contam as filhas, seu Alberto levava os amigos de trabalho para casa e ao tomar uma breja com os kras ficava enciumado com a presença da mulher, resultado? Porrada da mulher, "que esposa não é pra ficar dando uma de vaganunda na frente dos amigos, o quê? Os filhos tão olhando? Porrada nessa molecada inxerida." Geralmente a maioria das histórias sobre o homem são resumidas assim "ele começava batendo na esposa e terminava nos filhos" ou vice-e-versa. Devido a este ser um pouco distante e eu não te-lo conhecido ineflizmente não sobraram muitas outras histórias. O que restou foi o fato do homem ter morrido de diabetes aos 50 anos devido a falta de cuidados. Talvez por alguma mandingazinha pois pelo jeito ele não era muito querido sabe? O que aconteceu de fato é que depois de sua morte sua esposa a dona Mercedes que devido a tê-lo amado tanto e ter nutrido sentimentos de profunda ternura e empatia fez questão de literalmente botar fogo em tudo que lembrasse o seu casamento e o falecido, ou seja, queimou fotos e documentos que tivessem qualquer resquício do homem, tanto que hoje uma de suas filhas etá fazendo das tripas coração para conseguir dupla cidadania para a Alemanha mas não restam muitos documentos que provem algo. Minha bisa está viva até hoje, quando eu era criança a mesma ainda falava e se locomovia mas agora não mais, vegeta em uma cadeira de rodas, não mexe mais os músculos da face, nem os da perna e nem os esfíncteres. Sua filha jura que ela tece intermináveis comentários sobre os parentes, mas isso já é outra história.
Sim, este é meu bisa, pois é, eu sei que não é bonito, mas é real saca? Nas próximas vocês lerão outras que também não são lá dignas de um filme de Spielberg, mas quem sabe façam jus a um Almodóvar.
Abraços.

4 comentários:
porra, bem loko isso, mano!
eu nem sei metade da vida da minha família (avós e bisavós)... gostaria de saber
ao menos essas histórias aí e talz...
parece que meu bisavô materno (acho) era chapeleiro vindo da Itália no início do século XX, e, como tal, suspeita-se de que ele fosse militante anarquista no auge do sindicalismo anarquista no Brasil, mais precisamente em SP
mas não sei, são suspeitas apenas
enfim, legal isso
falow mano, continua a história ae
abçs
Prezado Very Libertarian,
penso que as relações são bastante complicadas para serem adequadas aos relatos românticos. Um grande relato romântico (uso no sentido alemão, mas também pode servir para o sentido ordinário) não é uma experiência, mas um modo abstrato no qual a experiência deve se adequar. Imaginemos a história da cinderela. Imaginemos uma menina que queira contar sua vida como a de uma cinderela. Não há experiência, mas o modelo que lhe serve para relatar a experiência. Por isso, gostei da sua descrição e gostaria de ler mais. Pois, o tempo dos grandes relatos românticos foi derretido pelos modos sociais que não querem estar em um modelo apenas abstrato. As experiência possuem uma sorte de singularidade. Essa se mostra nos relatos cruéis, por assim dizer, achei o seu relato bastante cruel. E por isso belo de um modo diferente.
Um abraço,
Cesar Kiraly
legal o post do cara de cima neh....gostei tb do seu...mas co9mo jah lhe disse antes...me inpressiono sempre que lhe visito aqui...fastastico blog de rodrigo
Oras! E quem é que não possui um "Seu Alberto" na família?.. Alemães e Italianos?... hmm... Rigidez e Festas?... sua família deve ser divertida...
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A narração me impressiona também pela estrutura que contém. Dificilmente encontramos textos prosaicos, que beirem entre a norma culta e a linguagem coloquial, com a delicadeza e a espontaneidade que este autor (olha que chique isso sr. autor) insiste em manter.
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Não é bajulação. Trata-se apenas de uma observação qualquer.
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Aliás, não acredito que o texto seja 'cruel', como o colega citou logo acima. Um pouco ácido, eu confesso, mas trata-se de pura realidade.
Ouso dizer ainda que, talvez, o colega esteja pingando colírio demais nos olhos.
_PierroT
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