quinta-feira, janeiro 14, 2010

Tokyo! e Lacan



Cena retirada do filme "Tokyo!".

"Ao cabo do projeto histórico de uma sociedade de não mais reconhecer em si outra função que não a utilitária, e na angústia do indivíduo diante da forma concentracionista do vínculo social cujo surgimento parece recompensar esse esforço, o existencialismo é julgável pelas  justificativas que dá para os impasses subjetivos que, a rigor, resultam dele: uma liberdade que nunca se afirma tão autêntica quanto dentro dos muros de uma prisão, uma exigência de engajamento em que se exprime a incapacidade da consciência pura de superar qualquer situação, uma idealização voyeurista-sádica da relação sexual, uma personalidade que só se realiza no suicídio, e uma consciência do outro que só se faz pelo assassinato hegeliano".

Lacan, Jacques. O estádio do espelho como formador da função do Eu.










Obras de Hieronymus Bosch

2 comentários:

.Ate. disse...

depois do dia que tive, ler - reler esse recorte,talvez não tenha me ajudado muito.

hoje, eu fiquei pensando enquanto acolhia, nas resistências que vamos produzindo e que outras pessoas (inclusive eu) acabam por rotular como doença e o quanto tudo (histórias, memórias e registros) vai se perdendo em diagnósticos e comprimidos.

comprimir mesmo
o sentido

e achatar a vida, né?

ai ro, talvez tenha me ajudado.

.quero vinho e contato.

amanhã?!

Juliana Felipe disse...

Valeu cara!
Desabafando entrelinhas...
abração!

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