Cena retirada do filme "Tokyo!".
"Ao cabo do projeto histórico de uma sociedade de não mais reconhecer em si outra função que não a utilitária, e na angústia do indivíduo diante da forma concentracionista do vínculo social cujo surgimento parece recompensar esse esforço, o existencialismo é julgável pelas justificativas que dá para os impasses subjetivos que, a rigor, resultam dele: uma liberdade que nunca se afirma tão autêntica quanto dentro dos muros de uma prisão, uma exigência de engajamento em que se exprime a incapacidade da consciência pura de superar qualquer situação, uma idealização voyeurista-sádica da relação sexual, uma personalidade que só se realiza no suicídio, e uma consciência do outro que só se faz pelo assassinato hegeliano".
Lacan, Jacques. O estádio do espelho como formador da função do Eu.
Obras de Hieronymus Bosch




2 comentários:
depois do dia que tive, ler - reler esse recorte,talvez não tenha me ajudado muito.
hoje, eu fiquei pensando enquanto acolhia, nas resistências que vamos produzindo e que outras pessoas (inclusive eu) acabam por rotular como doença e o quanto tudo (histórias, memórias e registros) vai se perdendo em diagnósticos e comprimidos.
comprimir mesmo
o sentido
e achatar a vida, né?
ai ro, talvez tenha me ajudado.
.quero vinho e contato.
amanhã?!
Valeu cara!
Desabafando entrelinhas...
abração!
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