Ruby ruby ruby soho...

Hoje eu tava baixando várias obras literárias das quais quero ler e comecei a refletir sobre minha paranóia com a leitura, nunca me sinto satisfeito com o volume do que leio, sempre quero separar mais tempo para isso mas nunca dá certo, dentre tantos porquês logo percebo que aprendi a lidar com o cotidiano através da racionalização extrema, para que possa sentir menos agente pensa mais, ou talvez para que possa entender melhor o que está se sentindo, acho que daí vem a psicologia inegável filha da filosofia, e então diante de tudo busco conclusões, algumas mais precipitadas do que outras. Hoje por exemplo ao ver na TV um comercial dizendo que deus (começado com minúscula de propósito) criou a terra, os animais e os homens pra depois dar o seu dom da escolha para os homens, para que esse cuidasse do resto, automaticamente o Manu FueGo aqui pensou "a-ha! Acho que alguém fez merda".
E assim vai, a literatura da revolta te alimenta e assim vai, é sem volta mesmo, como a pílula vermelha do matrix, mesmo depois de se conformar saiba que você vaiver tudo com um pézinho atrás, sabendo queo mundo está infestado de manipuladores maquiavélicos safados.
Se sentir deslocado socialmente não é fácil, olhar para as coisas e pensar "já vi esse filme" é um jeito de existir satisfatório porém doloroso, ora narcisista, ora humilhante. Quando você vê aquela propaganda de um carro supimpa por exemplo, com mulheres lindas entrando nele, ruas livres e limpas, pessoas nórdicas (talvez um negro ou outro com nariz bem fino) epensa "putz, difícil de engolir.." e então logo vem a a idéia, "então porque funciona? É inacreditável", eua inda preconceituosamente ou não, julgo que há mecanismos de controles sociais psicológicos que permeiam toda uma rede de pessoas das quais estão amarradas por decodificações de necessidades que estão visceralmente expostas e mascaradas, entendeu? Foda-se ao menos eu faço uma idéia do que acabei de escrever. ;)
O ponto é: porque a valorização do carro e não da bicilceta? Por quê a heteronormatividade e não a diversidade? Por quê a submissão e não qualquer coisa que vá além dela? Por quê a hierarquia e não a horizontalidade? Por quê a ordem ao invés do apoio mútuo? Porque a fumaça ao invés da árvore? Porquê a carne ao invés do grão? Porque deus e não as pessoas a sua volta?
a difícil de engolir viu...
Talvez através da leitura eu chegue a algum lugar além do que me ofereceram, porque não? O foda é sentir com essa pluralidade de pipocando na sua cabeça, fica até difícil descrever o que se sente com tanta coisa entrando e saindo do crânio, é como se o coração a cada segundo desconhecesse o teu órgão vizinho e visse no encéfalo um ser estranho suspeito de não querer colaborar com o resto a qualquer momento.
A qualquer momento..
Então agente vai tentando entender o que a subversão nos oferece de forma que não sejamos submetidos à aquilo que merece ser subvertido, e então só me resta estudar: o cpyleft, a liberação sexual, a psicanálise, o etos, o meio ambiente, a readequação urbana ecologicamente viável, a dor da escolha, as relações sociais, o orgasmo, os abandonos, a violência, a auto-defesa, o sistema, os mecanismos de repressão, as drogas, as políticas aplicadas a tudo acima citado, as imposições dos discursos, os processos de assujeitamento, a mídia, as insituições de ensino, os aliementos transgênicos, o anarquismo, a diversidade sexual, os processos de consituição de identidade, a adequação ao meio, a adequação ao indivíduo, o estigma, as linhas de produção, as experiências surreais, os fenômenos virtuais, as variáveis de um relacionamento, as filosofias orientais, os esbarrões que umas coisas dão nas outras, e porque elas são entendidas de formas tão variadas fazendo com que o plural seja mais plural e ironicamente sendo minimizado e taxado por 30 segundos entre os plims plims.
Talvez com tudo o que aprendo e apernderei eu faça algo que mude algo, ou não.
É isso. Quem sabe o que é "a coisa certa" ?
E assim vai, a literatura da revolta te alimenta e assim vai, é sem volta mesmo, como a pílula vermelha do matrix, mesmo depois de se conformar saiba que você vaiver tudo com um pézinho atrás, sabendo queo mundo está infestado de manipuladores maquiavélicos safados.
Se sentir deslocado socialmente não é fácil, olhar para as coisas e pensar "já vi esse filme" é um jeito de existir satisfatório porém doloroso, ora narcisista, ora humilhante. Quando você vê aquela propaganda de um carro supimpa por exemplo, com mulheres lindas entrando nele, ruas livres e limpas, pessoas nórdicas (talvez um negro ou outro com nariz bem fino) epensa "putz, difícil de engolir.." e então logo vem a a idéia, "então porque funciona? É inacreditável", eua inda preconceituosamente ou não, julgo que há mecanismos de controles sociais psicológicos que permeiam toda uma rede de pessoas das quais estão amarradas por decodificações de necessidades que estão visceralmente expostas e mascaradas, entendeu? Foda-se ao menos eu faço uma idéia do que acabei de escrever. ;)
O ponto é: porque a valorização do carro e não da bicilceta? Por quê a heteronormatividade e não a diversidade? Por quê a submissão e não qualquer coisa que vá além dela? Por quê a hierarquia e não a horizontalidade? Por quê a ordem ao invés do apoio mútuo? Porque a fumaça ao invés da árvore? Porquê a carne ao invés do grão? Porque deus e não as pessoas a sua volta?
a difícil de engolir viu...
Talvez através da leitura eu chegue a algum lugar além do que me ofereceram, porque não? O foda é sentir com essa pluralidade de pipocando na sua cabeça, fica até difícil descrever o que se sente com tanta coisa entrando e saindo do crânio, é como se o coração a cada segundo desconhecesse o teu órgão vizinho e visse no encéfalo um ser estranho suspeito de não querer colaborar com o resto a qualquer momento.
A qualquer momento..
Então agente vai tentando entender o que a subversão nos oferece de forma que não sejamos submetidos à aquilo que merece ser subvertido, e então só me resta estudar: o cpyleft, a liberação sexual, a psicanálise, o etos, o meio ambiente, a readequação urbana ecologicamente viável, a dor da escolha, as relações sociais, o orgasmo, os abandonos, a violência, a auto-defesa, o sistema, os mecanismos de repressão, as drogas, as políticas aplicadas a tudo acima citado, as imposições dos discursos, os processos de assujeitamento, a mídia, as insituições de ensino, os aliementos transgênicos, o anarquismo, a diversidade sexual, os processos de consituição de identidade, a adequação ao meio, a adequação ao indivíduo, o estigma, as linhas de produção, as experiências surreais, os fenômenos virtuais, as variáveis de um relacionamento, as filosofias orientais, os esbarrões que umas coisas dão nas outras, e porque elas são entendidas de formas tão variadas fazendo com que o plural seja mais plural e ironicamente sendo minimizado e taxado por 30 segundos entre os plims plims.
Talvez com tudo o que aprendo e apernderei eu faça algo que mude algo, ou não.
É isso. Quem sabe o que é "a coisa certa" ?

Um comentário:
caralho, vc é foda
sintetiza milhares de questões que ficam rodando minha cabeça, que no momento se aliena com vontade e sede em futebol e vida pessoal, meramente emocional, e foge a diversas outras questões, e, por isso, não consegue pensar direito e, sequer, escrever um texto, muito menos como esse
talvez por isso meu flog virou diário público e meu blog tá meio abandonado
quem sabe um dia eu retomo
ah, só queria adicionar uma questão no último parágrafo: "a libertação animal e as organizações antropocêntricas da relação homem/natureza, na qual homem é sempre topo de hierarquia, e da exploração do animal/natureza pelo homem/natureza, como se homem e natureza pudessem ser vistos separadamente..."
falow mano
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