quarta-feira, maio 14, 2008

VOCAÇÃO?


Quando abri esse blog, meu propósito maior era me queixar por estar sendo contratado para um emprego que eu temia, assistia penosamente o vínculo que meu pai fazia com esta empresa, e agora eu estaria lá, no mesom ambiente. Foram onze meses relativamente longos, obtive reconhecimento da chefia, mas nunca soube se era pelo trabalho ou pela família. Sabia que ali não era meu lugar e logo dei um jeito de pular para um galho menos torto, mas não menos estranho. Ao me ver trabalhando com recrutamento e seleção e sentia podado, porém nada tão escroto quanto passei no mercado, a não sr por algumas sutilezas...

Em menos de uma semana não tinha mais nome, era apelido, por sinal, relativo ao cargo, que apelido? "Estag leva isso pra mim / Estag digita isso aqui" Eu tentava esconder meu aborrecimento, achava que seria o cúmulo reclamar de uma "brincadeirinha" dos "colegas" de trabalho. Ao conseguir uma bolsa que pagasse a faculdade permaneci nos dois em paralelo e posteriormente pulei fora, estava massante. Ao sair da empresa deixei a chefia indignada, aliás, ficou difícil pro setor de RH explicar que o seu selecionado não ficaria mais do que três meses Enfim eu já tinha muitos problemas para me preocupar com o deles, tal que no dia em que saí não pude ser menos sincero: "Vou tentar a area social, quem sabe hã?". Neste momento a chefe me fitou com os olhos ardendo de raiva e frustração, de fato, nada se comunica melhor com o emocional alheio do que sinceridade.

Enfim, fiz algo na área social, ao todo posso contabilizar quatro estágios com ao menos 1 ano de experiência em cada. Mas as esperanças são testadas diariamente. Nesta area tive contato com o dilema que quase todos que escolhem o que gostam passam: Ver sentido no que faz e se sentir comprometido com seus princípios ganhando pouquíssimo quando der a sorte de ganhar ou trabalhar na função alienada da qual neessitam os "estags, managements, freelas, boys", ou seja, visando o lucro como um fim em si mesmo.

Hoje conversando com uma amiga percebi que já abracei esta sinuca de bico. Me consola saber que principalmente na área da psicologia existem redes estruturadas que funcionando ou não, levam a pessoas e projetos comprometidos, trabalhos que primam a qualidade no que tange a cuidados psíquicos, sejam estes individuais ou sociais. De qualquer forma, para nós, meros mortais resta se equilibrar na corda bamba da dignidade, principalmente quando não se é oriundo de berço de ouro e ter matuidade para não julgar quem quer que seja, pois não raramente a abstenção do próprio poder não tem nenhuma outra função se não a tal da sobrevivência.

3 comentários:

Unknown disse...

Espero sinceramente que nenhum de nós precise ser um "daqueles loucos"!!

Boa Sorte...

=]

Bruno Muniz, disse...

é, o dilema da sobrevivência em oposição à dignidade... escolher o que gosta e correr atrás dos princípios, se manter em pé em busca de conseguir trabalhar no q faz sentido e não apenas por uma questão econômica é uma escolha com conseqüências pesadas e que acarreta muita responsabilidade e, principalmente, pulso firme pra manter-se em pé...
em busca de dignidade e respeito para consigo mesmo, o perreio é praticamente inevitável... mas mesmo com todas as mazelas que o acompanham, creio que se faz justificável e, mais, compensatório no futuro (assim espero)
ae mano, seja no q vc se firmar, te desejo sorte... eu estou na esperança ainda de conseguir me firmar tb... quem sabe, né?!
mesmo que me fitem com este olhar da sua ex-chefe, de raiva e etc, seja dentro de casa ou nas demais relações, tenho de seguir aquilo que acredito, certo?
abraços mano

Flávio Pires disse...

minha dignidade já foi embora faz tempo haha

ah, agora eu tenho um blog também haha

Faz tempo que não nos falamos, hein?!
--
http://geekwerk.blogspot.com

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