sábado, dezembro 12, 2009

Dos sabores da pesquisa

Relendo alguns materiais sobre drogas e retomando o projeto de mestrado que agora para a ser o projeto para o CNPQ. Um artigo de minha ressaltou algo valioso:

os discursos jurídicos, médicos, políticos, policiais, compõem uma montagem – perversa, dirá Calligaris (1986)1 – no fenômeno da toxicomania, em que vários agentes sociais atuam nesse sintoma para fazer ver a sua verdade.

1 “Significa que, uma montagem perversa, na qual os lugares de saber e instrumento se repartem, o gozo perseguido é o gozo da montagem; o que representa o Outro é a própria montagem. Fazer o Outro gozar é a mesma coisa que fazer a montagem funcionar. O gozo que aí se obtém, ou seja, de ser instrumento do saber, que assegura um domínio do gozo do Outro, significa recompensa exorbitante.” In Contardo Calligaris, Perversão – um laço social? Salvador: Cooperativa Cultural J. Lacan, 1986, p. 14. (texto digitado)

De fato, atuar em um sintoma para fazer ver a sua verdade é algo que presencio quase cotidianamente quando alguém está lidando com drogas, principalmente para pagar de sabidão perante a comunidade.

Por sinal tem algo mais violento e mais humano do que atuar para fazer ver a sua verdade sobre o sintoma?

Esta vai pra série: das violências que não se vê.

Enquanto isso sigo pensando, no que pode dar certo e no que não.

Pra impulsionar a viagem:


Um comentário:

Pri disse...

antes de tudo: o que é dar certo?

querido,
você têm tido tantos bons encontros nessa sua vida, que dar certo ou errado
???
será?
hummm
não sei mesmo se é a finalidade desses ou o processo sabe?

(falou a pessoa que tem medo do sopro do lobo)

produza suas moradias em seus territórios com fundamentos e alicerces da melhor qualidade a partir dos melhores encontros

e não se esqueça que a melhor qualidade de alguns terrenos é serem movediços

talvez contruções estáticas não sirvam

precisam ser vivas
.
e de certo,
um balão para sobrevoar
certo?
.

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