A VIDA LOTERIA III
Não começa por aqui, começa em alguns posts abaixo.
Sem comentários vamos direto ao que interessa.
A Poda
A irmã que citei no capítulo anterior da série é Júlia, que por sinal também não fez muita questão de agradar o papai, Júlia casou-se com Carlos, oq ue seu pai chamaria de "crioulo safado" e nós popularmente chamamos de "Negão", Carlos era um cara alto negro e forte. Na época a loirinha pirou na dele.
Moraram na casa da família de Carlos, junto com os pais do mesmo, tiveram uma filha chamada Cláudia, quando a filha estava com mais o menos 16 anos, o casal teve uma treta feia, Júlia descobriu que seu marido andava "galinhando" por aí, e estava saindo com outra loira das redondezas, isso rendeu um divórcio bastante conturbado, no qual Cláudia escolheu continuar morando com a mãe que devido as circunstâncias ficou com a casa que moravam anteriormente.
Meu pai sempre teve uma forte amizade com Carlos por ter morado um tempo com eles, então acompanhamos o processo meio que de perto.
Porém, alguns anos depois começa a poda, explicarei mais abaixo o porque do termo.
Júlia após o divórcio passou a ter um problema na mama. Infelizmente não lembro muito bem os detalhes porém me lembro que seguido deste problema passou a sofrer de "érnia de disco" não sei se assim que se escreve e me desculpo pelas aspas, mas o que sei ao certo é que ela ia operar para a correção da mesma, na verdade não ia, foi. Porém durante uma operação que não apresentava risco de vida tivemos uma supresa, Júlia faleceu sob a alegação de "erro médico" uma de suas irmãs indignadas com a justificativa pressionou o hospital e mobilizou forças por uam responsabilização porém não obteve nada além do que uma resposta como "ela reagiu mal a anestesia".
Após sua morte Carlos, seu ex-marido, voltou para a residência e a morar com sua filha, nesta época eu já frequentava pouco a casa e ao que me parecia, porém posso estar muito enganado, ela e o pai tinham um relacionamento distante. Aconteceu que quatro anos após a morte de sua mãe Cláudia estava trabalhando em uma marmoraria, e numa noite quando o filho do dono da empresa conversava ou ficava com ela na porta de sua casa dentro de um carro de marca de alto padrão quando
foram abordados por uns caras armados que os sequestraram. O sequestro durou alguns dias não me lembro exatamente o número exato, mas me lembro dos eventos acontecidos na casa, parentes aflitos, policiais por toda a casa, redes de televisão fazendo resportagens e uma expectativa desesperada e oscilante, pois ao longo do ocorrido ninguém envolvido fez contato. A angústia perdurou por alguns dias, houve até uma ligação suspeita que eu atendi por sinal, porém era criança e não entendia o que a pessoa do outro lado da linha dizia, ao perguntar se era sobre Cláudia desligaram na minha cara. Ao relatar o fato a polícia discutia entre si a questão do telefone não ter sido grampeado.
Alguns dias depois tive a notícia de que ela havia sido encontrada morta, não me lembro de um parente me comunicar isso. Quem me comunicou foi o jornalista do "Cidade em Alerta" que ao falar do sequestro do casal da cidade que já durava tantos dias havia chegado a um fim trágico, com o rapaz morto com 14 tiros, 8 deles no rosto e com a moça, no caso Cláudia com o corpo carbonizado com marcas de agressão física e sexual.
Não, de fato não foi fácil, tai acontecimento quando batem a sua porta ou a de seus próximos chocam um pouco sabe, estremece aquela segurança e tranquilidade na qual precisamos para seguir em frente. Eu mesmo na época não tive disposição de ir ao velório, para mim não fazia sentido um velório de caixão lacrado, não haveria de quem me despedir se não pudesse ver.
O ocorrido foi muito comentado no bairro com hipóteses variadas muitas deles perniciosos sobre as vítimas, ao meu ver uma forma de tentar justificar que algo que aconteceu, aconteceu com "eles" e não "conosco" por algum motivo plausível, pois assim podemos nos sentir protegidos, mas ao que chegaram na apuração do caso foi de que o crime havia sido encomendado por um juíz que teve sua esposa grávida do rapaz. Ao que a polícia declarou o crme foi encomendado por quinhentos reais. Quanto a estes detalhes eu não tenho o que declarar, renderiam materiais extensos do ápice de uma racionalização.
Após a morte de Cláudia seu pai, Carlos que por sinal trabalha atualmente como autonomo na mesma casa obteve diabetes de origem psicossomática, sua avó (mãe de Carlos) que também morava na casa não tem uma coerência adequada de seu discurso e fala, visto que seu marido, pais e irmãos, além de um ou dois filhos já terem falecidos e ela ser a única viva de sua geração familiar.
Entenderam o nome do capítulo? Pois é, foi uma poda na árvore genealógica visto que por Cláudia ser filha única se foi ali a possibilidade desta ramificação, não que eu acredita que a pessoa necesserariamente deva ter filhos, nada disso, falo apenas de uma potencialidade. Mas aí já é outro assunto.
Caso você esteja se frustrando com os finais destas histórias, eu recomendo que não leia as próximas, pois como disse anteriormente eu não falarei dos vivos pois estes aidna estão a escrever sua trajetória e podem também esbarrar com esta página.
Aqui as histórias são dotadas de início, meio e fim. E como todos nós na nossa qualidade de humanos sabemos que o fim assim como chegou nos posts abaixo também chegarão a nós, isso te conforte, ou não.
Moraram na casa da família de Carlos, junto com os pais do mesmo, tiveram uma filha chamada Cláudia, quando a filha estava com mais o menos 16 anos, o casal teve uma treta feia, Júlia descobriu que seu marido andava "galinhando" por aí, e estava saindo com outra loira das redondezas, isso rendeu um divórcio bastante conturbado, no qual Cláudia escolheu continuar morando com a mãe que devido as circunstâncias ficou com a casa que moravam anteriormente.
Meu pai sempre teve uma forte amizade com Carlos por ter morado um tempo com eles, então acompanhamos o processo meio que de perto.
Porém, alguns anos depois começa a poda, explicarei mais abaixo o porque do termo.
Júlia após o divórcio passou a ter um problema na mama. Infelizmente não lembro muito bem os detalhes porém me lembro que seguido deste problema passou a sofrer de "érnia de disco" não sei se assim que se escreve e me desculpo pelas aspas, mas o que sei ao certo é que ela ia operar para a correção da mesma, na verdade não ia, foi. Porém durante uma operação que não apresentava risco de vida tivemos uma supresa, Júlia faleceu sob a alegação de "erro médico" uma de suas irmãs indignadas com a justificativa pressionou o hospital e mobilizou forças por uam responsabilização porém não obteve nada além do que uma resposta como "ela reagiu mal a anestesia".
Após sua morte Carlos, seu ex-marido, voltou para a residência e a morar com sua filha, nesta época eu já frequentava pouco a casa e ao que me parecia, porém posso estar muito enganado, ela e o pai tinham um relacionamento distante. Aconteceu que quatro anos após a morte de sua mãe Cláudia estava trabalhando em uma marmoraria, e numa noite quando o filho do dono da empresa conversava ou ficava com ela na porta de sua casa dentro de um carro de marca de alto padrão quando
foram abordados por uns caras armados que os sequestraram. O sequestro durou alguns dias não me lembro exatamente o número exato, mas me lembro dos eventos acontecidos na casa, parentes aflitos, policiais por toda a casa, redes de televisão fazendo resportagens e uma expectativa desesperada e oscilante, pois ao longo do ocorrido ninguém envolvido fez contato. A angústia perdurou por alguns dias, houve até uma ligação suspeita que eu atendi por sinal, porém era criança e não entendia o que a pessoa do outro lado da linha dizia, ao perguntar se era sobre Cláudia desligaram na minha cara. Ao relatar o fato a polícia discutia entre si a questão do telefone não ter sido grampeado.
Alguns dias depois tive a notícia de que ela havia sido encontrada morta, não me lembro de um parente me comunicar isso. Quem me comunicou foi o jornalista do "Cidade em Alerta" que ao falar do sequestro do casal da cidade que já durava tantos dias havia chegado a um fim trágico, com o rapaz morto com 14 tiros, 8 deles no rosto e com a moça, no caso Cláudia com o corpo carbonizado com marcas de agressão física e sexual.
Não, de fato não foi fácil, tai acontecimento quando batem a sua porta ou a de seus próximos chocam um pouco sabe, estremece aquela segurança e tranquilidade na qual precisamos para seguir em frente. Eu mesmo na época não tive disposição de ir ao velório, para mim não fazia sentido um velório de caixão lacrado, não haveria de quem me despedir se não pudesse ver.
O ocorrido foi muito comentado no bairro com hipóteses variadas muitas deles perniciosos sobre as vítimas, ao meu ver uma forma de tentar justificar que algo que aconteceu, aconteceu com "eles" e não "conosco" por algum motivo plausível, pois assim podemos nos sentir protegidos, mas ao que chegaram na apuração do caso foi de que o crime havia sido encomendado por um juíz que teve sua esposa grávida do rapaz. Ao que a polícia declarou o crme foi encomendado por quinhentos reais. Quanto a estes detalhes eu não tenho o que declarar, renderiam materiais extensos do ápice de uma racionalização.
Após a morte de Cláudia seu pai, Carlos que por sinal trabalha atualmente como autonomo na mesma casa obteve diabetes de origem psicossomática, sua avó (mãe de Carlos) que também morava na casa não tem uma coerência adequada de seu discurso e fala, visto que seu marido, pais e irmãos, além de um ou dois filhos já terem falecidos e ela ser a única viva de sua geração familiar.
Entenderam o nome do capítulo? Pois é, foi uma poda na árvore genealógica visto que por Cláudia ser filha única se foi ali a possibilidade desta ramificação, não que eu acredita que a pessoa necesserariamente deva ter filhos, nada disso, falo apenas de uma potencialidade. Mas aí já é outro assunto.
Caso você esteja se frustrando com os finais destas histórias, eu recomendo que não leia as próximas, pois como disse anteriormente eu não falarei dos vivos pois estes aidna estão a escrever sua trajetória e podem também esbarrar com esta página.
Aqui as histórias são dotadas de início, meio e fim. E como todos nós na nossa qualidade de humanos sabemos que o fim assim como chegou nos posts abaixo também chegarão a nós, isso te conforte, ou não.

2 comentários:
...
Está agitado isso aqui.
...
Estou adorando o clima da narrativa...
...
Você é bom com suspenses.
...
A intimidação...
que suas palavras me causa
...
é notável.
{curiosa}
_PierroT
Nossa quanta tragédia pra uma família só...Dificil entender pq as coisas acontecem!!!
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